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Constellation 25.390 leva mais carga com agilidade; veja o teste

por Leandro Tavares,
de São Bernardo do Campo (SP) para o Brasil Caminhoneiro
A linha Constellation da MAN Latin America é conhecida do grande público. Afinal, o Constellation 24.250, da geração Euro 3, é o caminhão mais vendido do Brasil há quatro anos. No entanto, esta família é variada e leva à risca o conceito sob medida que a marca alemã tanto reforça. Após testarmos em 2012 o Constellation 25.280, modelo Euro 5 do 24.250, o Brasil Caminhoneiro teve a oportunidade de ver de perto o Constellation 25.390 6×2 com carreta vanderleia.
Um dos pontos positivos neste modelo, evolução do 25.370, é a tara reduzida em relação aos concorrentes diretos. Com 835 kg a menos, o modelo da MAN Latin America pode carregar uma quantidade considerável a mais de carga útil, aumentando sua rentabilidade. Porém esta não é a única característica do veículo que ajuda o bolso do transportador.
Na boleia, com o Constellation 25.390 rodando, é fácil perceber o melhor escalonamento das marchas. As novas curvas de relação da transmissão 16 marchas sincronizadas, com acionamento por cabos e diagrama de H sobreposto, fazem com que o caminhão tenha potência mesmo em giros mais baixos. Ou seja, a retomada de aceleração é eficiente, evitando a troca descontrolada de marchas. Além deste ser um quesito de conforto para o motorista, ele ajuda a reduzir o consumo de combustível.
No teste, pudemos acompanhar o motor de 400 cv do caminhão vencendo subidas mesmo com o motor em giros abaixo de 1.000 rpm – o torque máximo de 1.700 Nm é alcançado na ampla faixa de 1.100 a 1.500 rpm. O responsável por isso é o turbo de geometria variável (VGT). A potência do freio motor também não fica para trás. São 325 cv a 2.400 rpm. Esse quarteto – menor peso, relação entre marchas, VGT e freio motor – fazem a relação custo-benefício do Constellation 25.390 ser muito alta.
Outra requisição do mercado é levada em conta no caminhão. O freio é a tambor, eficiente e com menor custo de manutenção. Os já conhecidos ABS e EBD completam o sistema, impedindo o travamento da roda e gerenciando a quantidade de força aplicada em cada uma delas.
O conforto do interior do veículo mantém o nível visto nas cabines Constellation. O ângulo de abertura das portas favorece a entrada no caminhão. A suspensão da cabine torna a operação mais agradável. Do banco do motorista a visibilidade é alta, com o para-brisa amplo e espelhos de manobra para facilitar a condução. A acústica agora possui um pacote extra, reduzindo o ruído interno.
Entre as principais aplicações para o 25.390 6×2 estão os que utilizam semirreboque de 3 eixos com PBTC de até 53 toneladas (vanderleia), atendendo aos segmentos de carga seca, frigorífico, graneleiro, sider, silo e tanque, entre outros. O valor do modelo é de R$ 361,058.

Teste do Mercedes Actros 2655 6×4 com motor V8 da Mercedes-Benz





O mercado de caminhões é diferente de outros do setor automotivo. Afinal de contas, aqui a relação custo-benefício vai além do valor pago por um modelo em comparação com os itens que ele oferece. Para um caminhão, não basta ter curvas arrojadas, motor potente e opcionais de conforto. O veículo precisa ajudar o dono a fazer dinheiro. Mas não se engane: um motor forte de alta aceleração pode sim ser rentável.
É esse o foco do Actros 2655 6×4 com motor V8 da Mercedes-Benz. O trem de força OM 502 LA, de 551 cavalos de força e 16 litros, faz o modelo se destacar como um dos mais potentes vendidos no Brasil. Esta, porém, não é somente uma característica de estilo. O Brasil Caminhoneiro teve a oportunidade de testar o caminhão nas rodovias que cortam a cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, e comprovar a eficiência do caminhão da marca alemã.

O motor com tecnologia BlueTec 5 (o padrão Euro 5 da Mercedes-Benz, que atende ao Proconve P7 e utiliza o Arla 32 no pós-tratamento de emissões) chega ao torque máximo de 2.600 Nm a 1.080 rpm. Mesmo consumindo mais combustível, o resultado do desempenho dele melhora de acordo com a distância da viagem. “A potência do motor em retomadas de velocidade e subidas ajuda a diminuir o tempo de viagem, equilibrando o custo-benefício”, explica Gilson Zinetti, engenheiro de marketing da Mercedes-Benz do Brasil. Ou seja: viagens interestaduais serão feitas em menos tempo, equilibrando o consumo de um motor V8 com o de outros modelos, porém com as vantagens de passar menos tempo rodando de um ponto a outro e aumentar a velocidade média do frete.
O equilíbrio no consumo também vem com a transmissão automatizada Powershift 2, de 12 marchas sem anel sincronizador. Os sensores da caixa engatam a marcha correta de acordo com a inclinação da pista, evitando sobregiros, melhorando o desempenho do pesado e garantindo maior vida útil aos componentes do caminhão. Ou ponto é o freio-motor Top Brake, que torna as descidas mais econômicas sem precisar de “macetes” perigosos como desengatar o caminhão.

Com tudo isso, o modelo V8 da Mercedes-Benz, produzido na planta da empresa em Juiz de Fora (MG), pode utilizar a configuração bitrenzão de 9 eixos, ou rodotrem de 9 eixos, puxando até 74 toneladas de PBTC.
Por se tratar de um estradeiro, o Actros 2655 6×4 possui cabine espaçosa e muitos itens de segurança. O padrão é conhecido da equipe do Brasil Caminhoneiro, uma vez que já testamos o Actros na versão 2646 6×4 em 2012.

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